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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rafael Coca, director-geral da clínica dos Arcos, diz que taxas moderadoras vão "penalizar as mulheres"


O responsável pela Clínica dos Arcos, em Lisboa, considera que a hipótese de aplicar uma taxa moderadora às interrupções voluntárias de gravidez só vai "penalizar as mulheres".

O PSD e o CDS já fizeram saber que estão a preparar projectos sobre a matéria justificando a ideia com o facto de muitas mulheres estarem a utilizar o aborto como método contraceptivo.

O director-geral da Clínica dos Arcos, Rafael Coca, não concorda com aqueles argumentos que ele diz serem políticos.

Em média, a clínica dos arcos realizou seis mil abortos por ano, a maior parte - 5 mil - são casos reencaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde.

Fonte

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Homem que lucra com a decisão política de usar o dinheiro público para financiar a matança de bebés inocentes diz que as questões que estão a ser levantadas pelo CDS e pelo PSD são fundamentadas em manobras politicas, e não no caso das mulheres estarem a usar o aborto como "método contraceptivo".

Para já, o aborto nunca pode ser um "método contraceptivo" uma vez que mata uma vida já concebida.

Segundo, as mulheres não irão ser "prejudicadas" com as taxas moderadoras. Ele, Rafael Coca, é que vai ser financeiramente prejudicado com as mesmas.

E, finalmente, quando se fala no aborto, os aborcionistas fazem todos os possíveis para desviar a conversa do grande elefante na sala: a vida humana que é morta em todos os abortos. Rafael Coca diz que as taxas moderadoras penalizarão as mulheres, mas a sua "clínica" penalizou de forma fatal a vida de incontáveis seres humanos intra-uterinos.

Sinceramente, Rafael Coca - o homem que lucra com a matança de bebés inocentes - não tem moral nenhuma para falar em nome da saúde alheia.

Rafael Coca lucra com isto.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Estado [sic] gastou 45 milhões de euros desde que a lei entrou em vigor

Desde que a lei entrou em vigor, em meados de 2007, a interrupção voluntária da gravidez (IVG) custou aos cofres do Estado quase 45 milhões de euros. Contas feitas, em média, cada aborto custa quase 700 euros ao Serviço Nacional de Saúde. Os números são revelados numa resposta do Ministério da Saúde a deputados do CDS, que questionaram o governo sobre os encargos da IVG para o sistema público de saúde.

É a primeira vez que o governo dá a conhecer dados sobre os custos do aborto e a tendência aponta para gastos na ordem dos 12 milhões de euros por ano. Só nos primeiros dois anos – 2007 e 2008 – os valores foram inferiores. De acordo com os mesmos dados, as mulheres que necessitam de intervenção cirúrgica são em número mais reduzido (cerca de 30%) que as que recorrem ao método químico (através de comprimidos) e representam também por isso um gasto menor.

No primeiro ano em que a legislação foi aplicada – só esteve em vigor seis meses –, as interrupções voluntárias da gravidez custaram pouco mais de 2 milhões de euros e no ano seguinte 7,5 milhões de euros.

Estes números traduzem uma subida no número de abortos no serviço público (ou subcontratados a entidades privadas) a partir de 2009 e os dados do Ministério da Saúde – provisórios em relação a 2010 e 2011 – apontam para a realização de quase 64 mil abortos desde a entrada em vigor da lei, após um referendo em que o “sim” venceu com quase 60% dos votos.

Os gastos do Estado com a interrupção voluntária da gravidez têm sido um dos argumentos dos defensores do “não” à despenalização, mas os números apresentados pela Federação pela Vida são muito superiores aos do governo. Um estudo deste movimento apontava, em Fevereiro, para gastos, directos e indirectos, na ordem dos 100 milhões de euros.

Ao certo ninguém sabia quanto custa aplicar a lei aprovada há cinco anos e o CDS avançou, na anterior legislatura, com um requerimento, entre outros, que questionava o governo sobre os encargos da despenalização da IVG. Durante os mandatos de José Sócrates não houve resposta e os deputados insistiram, em Janeiro, já com Paulo Macedo na Saúde, e conseguiram por fim uma resposta.

O aborto voltou à agenda política pela mão do CDS, que quer avançar em breve com um projecto de lei que acabe com a isenção das taxas moderadoras para as mulheres que recorram aos serviços públicos para IVG.

O tema não é pacífico dentro da coligação, já que o PSD só admite alterar a legislação para os casos reincidentes, que são uma minoria, como o i noticiou ontem [Irrelevante]. De acordo com os últimos dados da Direcção-Geral da Saúde, mais de 75% das mulheres que interromperam a gravidez em 2011 fizeram-no pela primeira vez, o que faz com que as diferenças entre os dois partidos não sejam uma nuance.

Já o PS contesta qualquer mudança nas isenções e, salvaguardando que o projecto de lei ainda não é conhecido, acusa o CDS de estar a preparar-se para limitar “o acesso a esta prática”.
O deputado António Serrano avisa que os portugueses estão “massacrados com taxas moderadoras e não faz sentido alterar o que foi uma opção dos portugueses”.

A intenção do CDS é retirar a IVG do estatuto de “excepção e privilégio”, explicou anteontem ao i a deputada Teresa Caeiro. No fundo, os centristas querem que as mulheres que fazem abortos deixem de ser beneficiadas com as isenções que se aplicam às mulheres que querem levar a gravidez até ao fim.

Fonte

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Algumas coisas:

1. Não foi "opção dos portugueses" o uso de verbas públicas para a matança de portugueses, portanto António Serrano está errado. O referendo referia-se a despenalização das matanças efectuadas até um certo tempo.

O que foi decidido em referendo em relação ao aborto foi que a sua prática em determinadas condições deixava de ser crime. Uma decisão que não tem, portanto, nada a ver sequer com o seu ministério.

A decisão política de incluir o aborto no SNS, com particular estatuto de privilégio, e de criar direitos legais às mulheres que abortaram por opção foi uma decisão política livre, tomada pelo governo de então posteriormente ao referendo, decisão tão livre como a que poderia ser tomada por este governo em direcção contrária, se o quisesse fazer e não se estivesse a tentar refugiar em argumentos de ocasião e em estratégias de enganar tolos.

2. Não foi o Estado quem gastou os milhões aludidos no título. Como escreve um contacto do facebook, "Ele é espoliado fiscalmente aos contributos, porque o Estado em si mesmo não gera riqueza. E gasta o meu dinheiro sem querer saber que eu discordo frontalmente do aborto a pedido, como ofensa à vida que é um Dom de Deus."

3. A frase "os centristas querem que as mulheres que fazem abortos deixem de ser beneficiadas com as isenções que se aplicam às mulheres que querem levar a gravidez até ao fim" não deveria ser controversa.

Faz algum sentido que mulheres que geram nova vida no seio útero tenham o mesmo tipo de isenções que mulheres que escolhem matar a criança que carregam dentro de si? É suficientemente horrível que a matança de seres humanos inocentes tenha sido despenalizada em Portugal, mas é ainda pior quando esse extermínio é feito pelo próprio governo usando verbas públicas duma população que, na maioria, não aceita que dinheiro seu seja usado para estes fins.

4. Porque é que o Partido Socialista se recusou a disponibilizar ao público os números em torno do aborto?

5. O "Sim" ganhou com quase 60% dos votos entre os menos de 50% dos votantes:

Neste referendo, o “Sim” ficou à frente do “Não” com uma diferença de 18,5 pontos percentuais. No entanto, como apenas votaram 43,6% dos eleitores, o resultado não é vinculativo.
Mas mesmo
o resultado do referendo não tendo qualquer tipo de validade vinculativa, a classe política portuguesa de então resolveu avançar com o mesmo, e incorporar a matança de bebés inocentes no Serviço Nacional de Saúde - algo que não foi votado no referendo, e que se fosse, seria rejeitado.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Chile: o aborto foi proibido e a mortalidade feminina diminuiu

“Research from Chile published a few days ago shows that, when therapeutic abortion was banned in 1989 after a long period when it had been legal in that country, there was no increase in maternal mortality. None at all. On the contrary, maternal deaths continued to decline.

via MercatorNet: Chile study challenges the “safe abortion” myth.

O Chile baniu o aborto terapêutico em 1989 e, desde então, não só não aconteceu um aumento da mortalidade ligada à maternidade, como até baixou o número de mortes de mulheres devido à gravidez.

Recorde-se que o argumento segundo o qual o aborto deveria ser legalizado, é o de que “as mulheres morrem devido ao aborto clandestino”, e que “o aborto ilegal é causa de uma maior mortalidade feminina”.

O exemplo do Chile mostra que depois de o aborto terapêutico ter sido banido por lei em 1989, o número de mulheres mortas em ligação com a maternidade baixou de uma forma consistente, porque os serviços médicos de apoio à maternidade têm vindo a ser melhorados naquele país.

Resumindo:

  • A lei de 1989 que proibiu o aborto no Chile não teve como consequência o aumento de mortes de mulheres em função de problemas ligados à gravidez; pelo contrário, a mortalidade feminina, ligada à gravidez, diminuiu.

  • A ideia politicamente correcta segundo a qual a liberalização do aborto tem como efeito uma maior segurança da Mulher [o conjunto de todas as mulheres], é falaciosa e non sequitur.

  • O Chile, onde o aborto terapêutico é proibido, tem hoje a segunda melhor taxa de mortalidade feminina nas Américas com 16 mortes em 100.000 — logo a seguir ao Canadá com 9 mortes em 100 mil —, e tem uma taxa de fertilidade feminina de 1,9 crianças por mulher, já perto da taxa de reposição populacional de 2,1 filhos por mulher.

  • Mais importante que o aborto legalizado, são os cuidados médicos dedicados e dispensados pelo Estado à maternidade.
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domingo, 18 de dezembro de 2011

Leis pró-vida irlandesas aumentam a saúde da mulher

Texto original por parte da YouthDefence.ie

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Uma nova reportagem demonstrou que a mulher irlandesa tem beneficiado da nossa proibição do aborto, fazendo uma ligação entre a nossa baixa taxa de aborto com incidências menores de cancro da mama e, comparativamente, melhor saúde mental que outras mulheres.

O estudo, compilado por Patrick Carroll M.A., F.I.A. da "Pensions and Population Research Institute" (PAPRI), comparou os dados estatísticos em torno dos abortos levados a cabo nas mulheres residentes na Irlanda e na Irlanda do Norte no período 1968-2010, com os dados correspondentes da Grã-Bretanha (GB). Posteriormente discutiram-se as implicações para a saúde da mulher.

O sr Carroll disse que:

As leis restritivas em torno ao aborto permitiram que a taxa de natalidade da República da Irlanda e da Irlanda do Norte se tenham mantido a um nível mais elevado que as médias europeias.

Hoje, as taxas de natalidade irlandesas estão próximas dos níveis de substituição [2,1 por mulher] e a Irlandesa beneficia duma população mais jovem e menos dependência da imigração, tal como outros países europeus.

Ele acrescentou ainda que existiam benefícios tanto para as mulheres como para as crianças:
É precisamente devido às baixas taxas de aborto que as mulheres irlandesas demonstram uma menor incidência de condições maternais e infantis conhecidas por "abortion sequelae":

* nados-mortos, nascimentos com peso demasiado baixo quer em nascimentos únicos quer em nascimentos múltiplos, nascimentos prematuros, paralisia cerebral e mortes maternais.

A Irlanda beneficia também de baixa incidência de cancro da mama e comparativamente melhor saúde mental entre as mulheres, bem como uma menor incidência de certas doenças do sistema imunitário, dado para o qual contribui a baixa taxa de abortos.

A liberalização das leis do aborto na Irlanda podem resultar em maiores taxas de aborto e correspondente deterioração destes aspectos que afectam a saúde da mulher.

A Youth Defence foi convidada a comparecer no lançamento da reportagem, em Dublin - que também foi lançada em Belfast.

A porta-voz Rebecca Roughneen concordou com as conclusões do sr Carroll de que a discussão das taxas de nascimentos prematuros, nados-mortos, taxas de suicídio, saúde mental, taxas de cancro da mama e desordens imunológicas todas apontam para a necessidade urgente de examinar de modo mais profundo o impacto que a liberalização das leis do aborto, e o seu impacto adverso, teria na saúde das mulheres.

A reportagem mostra que mais de 100,000 crianças irlandesas teriam sido perdidas para o aborto se a legislação tivesse sido aprovada.

Temos que garantir que as leis pró-vida da Irlanda continuam a proteger as mulheres e os bebés.

Fonte

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Segundo a medicina, quanto menores são as taxas de aborto, maiores são os níveis de saúde da mulher e dos filhos.

Dado isto, porque é que as aborcionistas alegam que o aborto é algo bom para a mulher, quando os dados científicos dizem exactamente o contrário? Será que há algo que as aborcionistas feministas não nos dizem em relação aos seus VERDADEIROS propósitos por trás da promoção da matança de bebés?


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Estudos sobre as consequências físicas do aborto: visão geral

“O que é que eu aprendi em três anos de estudo dos efeitos do aborto legal?Que existem inúmeras complicações e que não existem garantias de uma passagem segura. Nenhum médico, nenhum hospital, nenhuma clínica pode garantir a uma mulher que ela vai sobreviver a um aborto legal.” (1)

(Ann Saltenberger, investigadora)

Ao referir que o aborto induzido é 10 vezes mais seguro do que um parto, a propaganda de muitas clínicas de aborto (em países onde a prática está legalizada) cria uma falsa sensação de segurança nas mulheres que procuram os seus serviços.

No entanto, esta prática está longe de ser segura. As mulheres que se submetem a um aborto induzido colocam a sua saúde em risco. Mesmo que o procedimento cirúrgico possa correr bem, a mulher não está livre de ter problemas a longo prazo. Em alguns casos, a prática do aborto pode resultar na morte da mulher. As principais causas de morte relacionadas com o aborto induzido resultam de infecções, hemorragias e perfurações uterinas.

Aproximadamente 10% das mulheres que se sujeitam a um aborto induzido sofrem de complicações imediatas, das quais cerca de um quinto (2%) são consideradas de risco para a vida da mulher. As oito complicações principais mais comuns que podem ocorrer são: infecção, embolia, perfuração ou dilaceração do útero, complicações com a anestesia, convulsões, hemorragia aguda, danos cervicais, e choque endotóxico.

As complicações menores mais comuns incluem: infecção, hemorragia, febre, queimaduras de segundo grau, dores abdominais crónicas, vómitos, distúrbios gastrointestinais, e sensibilização Rh (ocorre quando o sangue do feto se mistura com o sangue da mulher grávida e ambos tem Rh’s diferentes). (2)

Num estudo envolvendo 1428 mulheres, os investigadores verificaram que a perda durante a gravidez, em especial a perda causada por aborto induzido, estava significativamente relacionada com uma pior saúde geral (3).

Enquanto que a gravidez interrompida por motivos naturais causava um detrimento na saúde, o aborto tinha ainda uma maior correlação com um mau estado de saúde. Estudos como este têm confirmado outros anteriores que referiam que no ano após o aborto, as mulheres frequentavam o seu médico de família 80% mais por diversas razões e 180% mais por razões psicológicas.


1. Saltenberger, A. (1982). Every Woman Has a Right to Know the Dangers of Legal Abortion. Air-Plus Enterprises, Glassboro, NJ.

2. Frank, P.I. (1985). Induced-Abortion Operations and Their Early Sequelae. Journal of the Royal College of General Practitioners 35(273):175-180.; Grimes, D.A. and Cates, W., Abortion: Methods and Complications, Human Reproduction, pp. 796-813.; Freedman, M.A., Jillson, D.A., Coffin, R.R. and Novick, L.F. (1986). Comparison of Complication Rates in 1st-Trimester Abortions Performed by Physician Assistants and Physicians. American Journal of Public Health 76(5):550-554.

3. Ney, P.G., Fung, T., Wickett, A.R. and Beamandodd, C. (1994). The Effects of Pregnancy Loss on Womens Health. Social Science & Medicine 38(9):1193-1200.; Badgley, Caron and Powell (1997). Report of the Committee on the Abortion Law, Supply and Services, Ottawa.

Fonte

sábado, 9 de julho de 2011

Russos defendem que publicidade em favor do aborto deve conter avisos de saúde.

Mais de meio século debaixo do jugo do ateísmo político tornaram a Rússia espiritualmente insensível. A mais recente demonstração de insensibilidade é a eminente lei que visa alertar os problemas que um aborto acarreta para as mulheres.

Os legisladores russos, "preocupados" com o inverno demográfico, aprovaram uma lei que ordena que a publicidade em favor do aborto possua um aviso de saúde em relação às complicações que podem surgir depois dum aborto.

A Russia tem uma das mais altas taxas de aborto do mundo e diminuindo a mesma poderia ajudar a travar a catástrofe demográfica que se aproxima. Segundo a nova lei, 10% do espaço usado para a publicidade em favor do aborto tem que mencionar as possíveis consequências negativas para as mulheres (incluindo a infertilidade).

No ano de 2007 foram realizados 1 milhão e meio de abortos na Rússia, número que é muito parecido ao número de bebés que conseguiram nascer. Viktor Zvagelsky, do parlamento russo, disse:

Estes anúncios [em favor do aborto] fazem com que as raparigas pensem que não terão problemas em interromper a gravidez.
"Interromper a gravidez"? Quer isto dizer que ela pode "retomar" a gravidez mais tarde? O aborto é, portanto, algo como o "Pause" dum leitor de DVD?
A situação em torno do aborto na Rússia era deprimente.
Em princípio a lei passará uma vez que não se espera que o Presidente Dmitry Medvedev se oponha a ela.

Porque é que o tradutor do texto qualifica esta lei de "insensível" uma vez que ela pode reduzir o número de abortos? Para se vêr isso, recomendo este texto.

Depois de haver lido o mesmo, pergunto: não é insensível dos russos tentarem diminuir o número de abortos levando em conta apenas a saúde da pessoa que carrega o bebé (e o "inverno demográfico" que se aproxima)?

Dito de outra forma: se não houvessem complicações médicas para a pessoa que continua viva depois do aborto - e se a Rússia não estivesse à beira do colapso demográfico - esta medida não entraria em efeito.

O parlamento russo quer diminuir o aborto, não porque é moralmente reprovável um ser humano decidir tirar a vida a outro ser humano inocente, mas sim porque eles (finalmente) se apercebem que a Rússia está a morrer.

Aparentemente a vida que é morta nem sequer é levada em consideração.

O aborto é a matança de um ser humano inocente e não algo que se pode relativizar segundo flutuações demográficas. Como vi num blogue estrangeiro, as estatísticas de todos os abortos são (no mínimo) um ser humano morto + uma mulher ferida para toda a vida. É isto que os políticos russos não se apercebem.

Já é ridículo alguém ter permissão para publicitar a matança dum inocente, mas é ainda mais ridículo um governo responsável dizer "Sim, podem publicitar os vossos serviços de matança de seres humanos inocentes, mas têm que dizer ao mesmo tempo que o ser humano que continua vivo pode ter complicações mais tarde!"

Avisos sérios e responsáveis seriam:
  • "Você está a pensar matar o seu filho? Não o faça."
  • "Se não tem condições de criar a criança, dê-o para adopção."
  • "A si foi-lhe dada a hipótese de viver. Porque não fazer o mesmo para com o seu filho?"

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