terça-feira, 22 de maio de 2012

Cortar as árvores para impedir os fogos?

É-nos dito que acabar com a lei do aborto é o mesmo que cortar as árvores como forma de impedir os fogos.

O que este promotor da matança de bebés diz é que lutar contra a lei do aborto - como forma de dar término ao aborto "ilegal" - é contraproducente uma vez que o aborto ilegal continuará a existir. No entanto, como já deveria ser sobejamente sabido, quem defende que a vida humana individual tem início na fecundação (e não num ponto arbitrário posterior) não quer acabar com o "aborto ilegal", mas sim dar fim ao aborto em si ("legal" ou "ilegal"). Os aborcionistas tendem a desviar o foco do do acto em si para o acto em versão "ilegal".

Afirmar que é perda de tempo proibir uma práctica só porque a mesma continuará a ser levada a cabo ilegalmente, é o mesmo que alegar que proibir a violação é contraproducente visto que violações continuarão a ser levadas a cabo.

Mesmo que sejam, e daí?

Legalizar a violação de mulheres não muda a natureza desta práctica, tal como legalizar o esquartejamento, decapitação e queima química de bebés inocentes não muda a natureza maligna desses actos. A violação e a matança de bebés inocentes são prácticas moralmente condenáveis em si, quer sejam "legais" ou não.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma questão de vida ou de morte

Por Rui Castro.
[Ênfase adicionado]

Os recentes números sobre o aborto em Portugal passaram entre os pingos da chuva sem que a turba tenha reagido ou manifestado qualquer tipo de comoção.

Importa saber do que estamos a falar. Em 2011 realizaram-se 20.290 abortos, 97% dos quais por opção da mulher. 26% das mulheres já o haviam feito anteriormente. Das mulheres que abortaram em 2011, cerca de 500 fizeram-no por mais do que uma vez, só no ano passado. Os números da Direcção-Geral da Saúde revelam ainda outras bizarrias, como o facto de, pelo menos, 8 mulheres que abortaram em 2011 já o terem feito anteriormente por mais de 10 ocasiões.

Muitas conclusões se podem retirar destes números, mas há 1 que é inquestionável: os abortos estão a aumentar.

Quem, como eu [Rui Castro], participou activamente na campanha que precedeu o referendo de 11 de Fevereiro de 2007, lembra-se das promessas dos defensores do Sim: com a liberalização do aborto até às 10 semanas, o número de abortos vai diminuir, fazendo de Portugal um país mais arejado e moderno.

Com um Governo socialista e adepto convicto das causas ditas fracturantes, o circo estava montado, encontrando-se, aparentemente, reunidas todas as condições para que a agenda progressista levasse a cabo aquelas que diziam ser as melhores práticas internacionais.

Cinco anos volvidos, no entanto, não se concretizaram as profecias. Com efeito, enquanto a taxa de nascimentos desceu a mínimos históricos, a verdade é que, como referi, os abortos aumentaram, revelando estes números aquilo que, para quem se opôs à liberalização, parecia uma inevitabilidade: o aborto é, hoje, para muitas pessoas, um método anticonceptivo financiado pelo Estado.

Um Estado, lembre-se, praticamente falido. Um Estado que se confronta todos os dias com a escassez de recursos e que tem que alocar os poucos fundos que ainda tem às chamadas intervenções urgentes e inadiáveis, como estas.

Estranho País o nosso que não consegue acabar com as listas de espera, que não consegue tratar a tempo muitas das vítimas das doenças fatais, mas que coloca os abortos no topo da lista das prioridades.

Paralelamente, e em sentido inverso aos cortes que os incentivos à natalidade têm vindo a sofrer nos últimos tempos – em obediência ao plano de austeridade imposto como contrapartida pelo resgate financeiro de que Portugal foi alvo –, importa sublinhar que os subsídios em caso de aborto se mantêm inalterados.

Quem aborta, para além de nada pagar pela intervenção, em Hospital público ou instituição privada, beneficia ainda de isenção de taxa moderadora e de uma licença até 30 dias, paga a 100 por cento pela Segurança Social.

Esqueçamos, no entanto, os números e centremo-nos no que, pelo menos para mim, mais releva. Por cada aborto que é feito, quaisquer que sejam os motivos, há uma vida humana que se perde.

Assunção Cristas, a actual Ministra da Agricultura, escreveu em Dezembro de 2006 que

Acredito que um dia, quando gerações futuras olharem para trás vão compreender com facilidade que a liberalização do aborto, onde ocorreu, foi, historicamente, um desvio no percurso civilizacional da luta pela promoção da dignidade do homem.
É, em obediência a esta convicção que julgo permanecer intacta, que me dirijo aos actuais governantes, muitos deles comprometidos com esta causa, pedindo-lhes que ajam em consciência e que promovam, por todos os meios ao seu dispor, os valores que um dia afirmaram defender.

Este é um apelo à urgência. É urgente fazermos qualquer coisa. Porque, neste caso, a inércia é sinal de morte.

Por cada hora que passa, são duas as crianças que deixamos matar.


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domingo, 20 de maio de 2012

A questão do aborto está "pacificada" em Portugal? Então porque é que não está?

O DN declara:
A questão do aborto tende a suscitar sempre debates onde a paixão se impõe à razão, de ambos os lados da barricada. Não é uma marca nacional - é assim em todo o lado. O que talvez fosse importante evitar é o argumento - que certamente surgirá - segundo o qual o CDS-PP só avança para distrair o País da crise, criando uma nuvem de fumo através de um assunto já pacificado na sociedade portuguesa. É verdade que o assunto está pacificado - mas não há nada que não se possa discutir.
Por "pacificado" entenda-se "uma minoria da população portuguesa conseguiu o que queria e como tal, evita falar mais no assunto".

A verdade dos factos é que o assunto da matança de bebés inocentes nunca vai estar "pacificado" - especialmente se/quando os portugueses obterem acesso a imagens e videos do que acontece durante um aborto.

Esta tendência da elite esquerdista em declarar "vitória" e "final de debate" em situações onde nada está decido de modo irreversível é apenas manobra psicológica.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Portugal: Mais de vinte mil abortos em 2011

A Direcção-Geral da Saúde revelou na quinta-feira, 3 de maio, que em 2011 houve mais 242 mulheres a interromperem voluntariamente a gravidez do que no ano anterior e que o número total de abortos foi de quase 20.300.

Os dados agora divulgados mostram que é entre os 20 e os 24 anos que se realizam mais abortos, seguindo-se o grupo etário entre os 25 e os 29. A maioria (74,1 por cento) das mulheres nunca tinham realizado um aborto.

A presidente da Federação Portuguesa para a Vida, Isilda Pegado, não se mostra surpreendida com o aumento do número de abortos, mas chama, sobretudo, a atenção para a necessidade de rever a legislação.

«Não nos podemos esquecer que o aborto em Portugal é universalmente gratuito, mesmo para mulheres que tenham condições para o pagar», disse Isilda Pegado.

«Temos também que dizer que o aborto em Portugal, como em nenhum país da Europa, é subsidiado. E dizer que em Portugal, como em nenhum país da Europa, quem faz um aborto tem direito a 30 dias de baixa, sem trabalhar. São opções políticas que importa rever, num momento em que aos portugueses se está a pedir tantos sacrifícios», sustenta ainda.

Fonte

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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Chile: o aborto foi proibido e a mortalidade feminina diminuiu

“Research from Chile published a few days ago shows that, when therapeutic abortion was banned in 1989 after a long period when it had been legal in that country, there was no increase in maternal mortality. None at all. On the contrary, maternal deaths continued to decline.

via MercatorNet: Chile study challenges the “safe abortion” myth.

O Chile baniu o aborto terapêutico em 1989 e, desde então, não só não aconteceu um aumento da mortalidade ligada à maternidade, como até baixou o número de mortes de mulheres devido à gravidez.

Recorde-se que o argumento segundo o qual o aborto deveria ser legalizado, é o de que “as mulheres morrem devido ao aborto clandestino”, e que “o aborto ilegal é causa de uma maior mortalidade feminina”.

O exemplo do Chile mostra que depois de o aborto terapêutico ter sido banido por lei em 1989, o número de mulheres mortas em ligação com a maternidade baixou de uma forma consistente, porque os serviços médicos de apoio à maternidade têm vindo a ser melhorados naquele país.

Resumindo:

  • A lei de 1989 que proibiu o aborto no Chile não teve como consequência o aumento de mortes de mulheres em função de problemas ligados à gravidez; pelo contrário, a mortalidade feminina, ligada à gravidez, diminuiu.

  • A ideia politicamente correcta segundo a qual a liberalização do aborto tem como efeito uma maior segurança da Mulher [o conjunto de todas as mulheres], é falaciosa e non sequitur.

  • O Chile, onde o aborto terapêutico é proibido, tem hoje a segunda melhor taxa de mortalidade feminina nas Américas com 16 mortes em 100.000 — logo a seguir ao Canadá com 9 mortes em 100 mil —, e tem uma taxa de fertilidade feminina de 1,9 crianças por mulher, já perto da taxa de reposição populacional de 2,1 filhos por mulher.

  • Mais importante que o aborto legalizado, são os cuidados médicos dedicados e dispensados pelo Estado à maternidade.
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terça-feira, 8 de maio de 2012

Aumenta o número de abortos em mulheres desempregadas

Só o ano passado, quase quatro mil mulheres sem trabalho fizeram um aborto. No total, foram perto de vinte mil.

Reportagem da RTP

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domingo, 6 de maio de 2012

"Aborto é um problema imenso na sociedade"

Lisboa, 06 Maio (SIR) - Criticas às políticas e leis que promovem o aborto marcaram o debate dos movimentos pró-vida de vários países da Europa e da América, que começou esta sexta-feira, em Lisboa. São experiências que chegam de vários cantos do mundo e com um denominador comum: a defesa da vida.

Os intervenientes defenderam a necessidade de mudar a legislação nos países onde o aborto é legalmente protegido. Na Polónia, por exemplo, em apenas duas semanas foram recolhidas 600 mil assinaturas de apoio a uma proposta legislativa para proteger a vida e na Colômbia foram mais de 5 milhões, em apenas dois meses.

Do Canadá veio John Henry Westen. O consultor da maior organização pró-vida do país e devoto de Nossa Senhora de Fátima espera que Portugal reveja a sua legislação para voltar ser um país pró-vida.

Desde a minha juventude que gosto muito de Nossa Senhora de Fátima e uma promessa de Nossa Senhora de Fátima foi que Portugal manteria o dogma da fé e os católicos do mundo inteiro olham para Portugal e para esta promessa. Isto foi uma enorme desilusão, penso que para o mundo inteiro, que está à espera de um ressurgimento, especialmente dos portugueses, para liderar este caminho para voltar à vida”, afirma John Henry Westen.

Na mesma linha, Guaberto Garcia, que lidera uma organização de defesa da vida nos Estados Unidos que já conta com um milhão de membros, compara o aborto a um “câncer” da sociedade.

É um problema imenso na sociedade, é como um câncer na alma de um país, muda os valores, não apenas sobre a vida. Qual é a razão da vida? Ter uma família. Então é um problema que vai ter repercussões incríveis”, diz Guaberto Garcia.

A Cúpula Global Pró-Vida é organizado pelo Movimento Pró-Referendo Vida, que já recolheu no nosso país cerca de metade das 75 mil assinaturas necessárias para enviar uma petição ao Parlamento a pedir um novo referendo ao aborto.

Fonte

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sábado, 5 de maio de 2012

A crise não pode justificar o aborto

Quando em campanha pela Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) livre até às 10 semanas, o argumento mais ouvido era invariavelmente o mesmo: «ninguém faz um aborto porque quer», subentendendo-se que era uma opção limite.

Seguia-se-lhe a afirmação de que a criminalização vitimava sobretudo mulheres desfavorecidas, que punham a vida em risco em redes clandestinas, enquanto “as ricas” iam abortar a Badajoz. Ontem foi divulgado o relatório da DGS que refere que no ano de 2011 se fizeram 20 290 abortos.

Ao longo do dia os resultados foram sendo comentados nos media, e a minha indignação foi crescendo à medida que percebi que se justificava o número de IVG, como uma consequência do desemprego e da crise económica.

Houve mesmo quem alegasse que a culpa era do preço dos contraceptivos. Há 20 290 mulheres que, num ano, engravidaram sem o desejar, e o número cresce. Cinquenta e quatro por cento tem o ensino secundário ou o ensino superior, 44% está entre os 20 e os 29 anos, 50% coabita, ou seja, tem uma vida sexual activa regular, 40% não tem filhos e 51,8% tem um ou dois.

Se para a grande maioria é o primeiro aborto, para 20,4% é o segundo, para 4% o terceiro e 2,3% realizaram outra IVG no mesmo ano. Não me parece admissível desresponsabilizar as pessoas dos seus actos, muito menos quando implicam gerar vida, mas muito menos quando não podem alegar que não sabem que a contracepção existe, e como lhe aceder.

Alegar a crise para o justificar é demagogia, porque em condições difíceis é maior a exigência de redobrar os cuidados para não engravidar. Queria muito acreditar que nunca se aborta de ânimo leve, nem se usa a IVG como contraceptivo, mas temo que se continuarmos a falar dela com tanta ligeireza, acabe por ser tudo isso.

PS – Com 6460 abortos realizados na Clínica dos Arcos, o centro onde em Portugal mais IVG se praticam (a MAC, a segunda, tem 1555), é caso para dizer que já não se vai a Badajoz, porque Badajoz vem a Lisboa.

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